Páginas

sábado, 7 de agosto de 2010

Filme XXY - Roteiro e direção: Lucia Puenzo.



Não é novidade pra ninguém que a América Latina é tradicional, conservadora: típico sintoma de um continente que fora colonizado. Mas alguns de nossos vizinhos – caso da Argentina – largam na frente no que refere a utilizar a arte como instrumento provocador de discussões importantes.
XXY nos traz a história de Alex, uma jovem de 15 anos , que possui características físicas e psicológicas de ambos os sexos. O sufocante “interesse” médico pela ambigüidade genital de Alex faz com que sua família, buscando protegê-la e garantir que ela viva sendo o que é, escolha morar num vilarejo no Uruguai.
O pai de Alex tem uma postura tão louvável  e incomum que o faz o principal responsável pela grandiosidade do filme. Um pai que decidiu ignorar o dedo acusatório da sociedade e amar sua filha - no verdadeiro sentido do termo, sem reservas, aceitando-a, permitindo que Alex faça suas próprias escolhas: uma lição para todos o pais que “dizem” amar seus filhos e para todos aqueles que “dizem” amar o próximo.
Mas é preciso estar sensível. Durante o filme, vemos que a infindável tentativa de livrar-se das amarras sociais, da sociedade castradora, não se dá de maneira fácil, mas às custas das lágrimas de Alex (e daqueles que a amam). Enquanto nós, os outros, comodamente assumimos o papel de algozes de sua  existência.
Alex é as duas coisas: homem e mulher. E quando lhe é perguntado: "mas como? Não é pode ser!" . Ela responde - com a fúria que lhe é carcterística - jogando na cara do espectador e do personagem que a questiona a frase que deveríamos gravar no peito: "vai me dizer agora o que  posso ou não ser?"


Assista ao filme:                                           

                                              >>> DOWNLOAD - parte 1 <<<
                                                                             
                                              >>> DOWNLOAD - parte2 <<<                   







Nenhum comentário: