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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Música de Brinquedo: novo álbum do Pato Fu




 Posso falar? Estou emocionada com o novo cd do Pato Fu: sabe aquele sentimento bom que se tem quando nos permitimos ouvir música boa (todos deveriam se dar esse prazer)?  E mais, estou emocionada também por ter me convencido, de uma vez por todas, do quanto Fernanda takai e sua banda honram a arte de fazer música, através da criatividade, do inusitado e da poesia que imprimem em cada cd, contrapondo-se ( não sei se com ou sem intenção) ao lixo comercial tão em voga atualmente e que chamam de música.
Música de Brinquedo (2010) eleva ao mais alto patamar a tão característica suavidade de Takai, na medida em que os instrumentos utilizados neste cd são de brinquedo e as músicas passeiam de Beatles a Paralamas do Sucesso, com a participação de vocais infantis.
Música de Brinquedo é suave;  gostoso (eu mesma, assim que baixei o cd, já ouvi nem sei dizer quantas vezes seguidas e com aquela sensação de “mas já acabou?!”,  quando me deparava com a  última música); inspirador; belo; enfim, indiscutivelmente te traz bons sentimentos e boas sensações.
Num primeiro momento, o álbum pode parecer infantil, exclusivo às crianças, mas não o vejo assim e tenho certeza  que se você ouvir (você vai, né? ), terá a mesma opinião, assim como tenho certeza de que você também irá se emocionar com as belas canções( a exemplo de Rock and Roll Lullaby, Love Me Tender  etc.), com a voz doce da Fernanda Takai , com o barulhinho daqueles brinquedos  que você deve ter tido quando criança (cornetas, xilofone – esse eu tive! -  pandeiro etc. e tal) , com a voz serelepe do Mateus e da Nina... 

Baixe o cd, ouça, deixe no computador para os momentos em que você precise de suavidade e beleza, dê o cd para o seu sobrinho(a), para sua irmãzinha mais nova, para o seu afilhado (a) e, pelo amor de deus,  livrem-os das músicas da Xuxa! O que é isso, gente... brincadeirinha! #not


sábado, 7 de agosto de 2010

Filme XXY - Roteiro e direção: Lucia Puenzo.



Não é novidade pra ninguém que a América Latina é tradicional, conservadora: típico sintoma de um continente que fora colonizado. Mas alguns de nossos vizinhos – caso da Argentina – largam na frente no que refere a utilizar a arte como instrumento provocador de discussões importantes.
XXY nos traz a história de Alex, uma jovem de 15 anos , que possui características físicas e psicológicas de ambos os sexos. O sufocante “interesse” médico pela ambigüidade genital de Alex faz com que sua família, buscando protegê-la e garantir que ela viva sendo o que é, escolha morar num vilarejo no Uruguai.
O pai de Alex tem uma postura tão louvável  e incomum que o faz o principal responsável pela grandiosidade do filme. Um pai que decidiu ignorar o dedo acusatório da sociedade e amar sua filha - no verdadeiro sentido do termo, sem reservas, aceitando-a, permitindo que Alex faça suas próprias escolhas: uma lição para todos o pais que “dizem” amar seus filhos e para todos aqueles que “dizem” amar o próximo.
Mas é preciso estar sensível. Durante o filme, vemos que a infindável tentativa de livrar-se das amarras sociais, da sociedade castradora, não se dá de maneira fácil, mas às custas das lágrimas de Alex (e daqueles que a amam). Enquanto nós, os outros, comodamente assumimos o papel de algozes de sua  existência.
Alex é as duas coisas: homem e mulher. E quando lhe é perguntado: "mas como? Não é pode ser!" . Ela responde - com a fúria que lhe é carcterística - jogando na cara do espectador e do personagem que a questiona a frase que deveríamos gravar no peito: "vai me dizer agora o que  posso ou não ser?"


Assista ao filme:                                           

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